Doença de Alzheimer

Quem descobriu esta doença foi o Dr. Alois Alzheimer (1864-1915). O Dia Mundial do Alzheimer é comemorado pelas associações 21 de Setembro, quando se reúnem e trocam informações sobre...

Quem descobriu esta doença foi o Dr. Alois Alzheimer (1864-1915). O Dia Mundial do Alzheimer é comemorado pelas associações 21 de Setembro, quando se reúnem e trocam informações sobre a doença. A data foi escolhida pela OMS – Organização Mundial da Saúde, para alertar pessoas e autoridades do mundo inteiro sobre a doença. A Doença de Alzheimer é uma forma de demência que se manifesta geralmente entre pessoas de mais ou menos 55 anos provocando transtornos da personalidade, conduta, com avanço rápido e progressivo dos sintomas. A Palavra Demência é um termo originário do Latim composto por duas palavras – De (ausente) e Mens Mentis (sem mente ou fora da própria mente).

 

“A demência é uma síndrome decorrente de uma doença cerebral, usualmente de natureza crônica ou progressiva, na qual há perturbação de múltiplas funções corticais superiores, incluindo memória, pensamento, orientação, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem, linguagem e julgamento. Não há alteração no nível de consciência.”

 

(extraído dos critérios diagnósticos da CID X- Código Internacional de Doenças)

 

O Alzheimer caracteriza-se por um envelhecimento acelerado do cérebro, caracterizado pelas proliferações das placas senis (São alterações extracelulares com acumulação da proteína –beta amilóide – A/4) e dos emaranhados neurofribilares (são alterações intracelulares verificadas no citoplasma dos neurônios). Na doença de Alzheimer os novelos neurofibrilares são geralmente encontrados nos neurônios do córtex cerebral. Os novelos neurofibrilares nos neurônios piramidais do córtex cerebral frequentemente têm o formato de “chama de vela”. Nos demais neurônios têm forma oval ou esférica. A formação de tais placas e emaranhados provocam sérias consequências corrompendo o tecido, células, conexões e funções cerebrais, dando origem assim ao quadro sintomático do Alzheimer.

O Alzheimer também pode acometer pessoas mais jovens, quando se sabe de antecedentes da família, parecendo ser uma doença também hereditária. As funções cognitivas são as mais afetadas e, dentre elas, a memória é uma das mais precoces, sendo percebida logo no início do quadro.

Já a Demência Senil é caracterizada por uma perda progressiva e irreversível das funções intelectuais, como alteração de memória, raciocínio e linguagem, perda da capacidade de realizar movimentos e de reconhecer ou identificar objetos. A Demência Senil é uma das principais causas de incapacidade em idosos. A perda da memória significa que o idoso vai se tornando cada vez menos capaz de entender o que se passa ao seu redor, tornando-os mais ansiosos e agressivos. Já não conseguem orientar-se no tempo e no espaço, perdem-se facilmente e passam por grandes confusões, podendo não reconhecer as pessoas mais próximas.

 

SINTOMAS PRECOCES
Sensação de sufocamento, calores, dores de cabeça, tonturas acompanhadas às vezes de vertigens, depressões que se alternam com a ansiedade, aumento do tônus muscular que ocasiona a diminuição na elasticidade dos movimentos. Os sintomas são muito parecidos com os da Arteriosclerose e a Demência Senil. Na Demência Senil a pessoa fica alheia a tudo e a todos. Na arteriosclerose a pessoa fica emotiva e chora, ri, tendo transtornos parciais.

O Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva. A atrofia cerebral vai aos poucos tomando e afetando os controles. A Doença de Alzheimer destrói as células cerebrais predominantes da memória e do comportamento.

 

SINAIS DA DOENÇA
Alterações da memória e da atenção
✔ Mudanças no temperamento, agressividade e mau-humor
✔ Transtornos na fala
✔ Esquecimento de palavras
✔ Muda o nome das coisas
✔ Diz frases sem sentido
✔ Torna-se incapaz de realizar tarefas rotineiras, como vestir-se, despir-se e tomar banho
✔ Esquece que já comeu e também esquece posteriormente como se come
✔ Deixa de controlar os “esfincteres”, urinando e evacuando em qualquer local sem noção que está de roupa, sentada em um sofá ou em uma condução
✔ A debilitação total pode em média durar até sete anos, levando o paciente à morte após o diagnóstico inicial

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Criador do Neurotópicos, é Pedagogo, Neuropsicopedagogo e Estudioso de Filosofia Oriental há 30 anos, defende a prática da meditação para uma saúde física e mental plenas. Busca divulgar seu trabalho na área da educação como uma importante ferramenta a educadores.

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