Consumo de açúcar e alterações neurológicas

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O consumo excessivo de alimentos açucarados tem sido associado a uma série de alterações neurológicas, uma vez que o açúcar pode predispor ao aumento de citocinas inflamatórias que prejudicam as diversas reações do sistema nervoso central1-3.

Um estudo conduzido em modelo animal identificou que a administração de solução rica em açúcar promoveu maior expressão de interleucina 1β no hipocampo, caracterizando um estado inflamatório na área do cérebro responsável, principalmente, pela memória3.

Estes efeitos também já foram observados em análises clínicas. Um estudo realizado com 49 indivíduos submetidos a um teste de performance cognitiva mostrou que o consumo de glicose e sacarose interferiu na cognição – podendo prejudica a memória, por exemplo. Embora o resultado seja interessante, os autores reforçam a necessidade de dados mais robustos para melhor entendimento dos desfechos, em longo prazo4.

As correlações entre açúcar e cérebro também devem ser levadas em consideração no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Uma análise realizada com 128 idosos mostrou que o consumo de alimentos de alto índice glicêmico – que, normalmente, apresentam altos teores de açúcar – esteve associado ao aumento da placa β-amiloide, envolvida no desenvolvimento de doença de Alzheimer5.

Estes achados reforçam a importância da redução no consumo de açúcar e alimentos açucarados, para redução do risco de problemas cognitivos em todas as faixas etárias, em associação a bons hábitos alimentares e de vida.

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Criador do Neurotópicos, é Pedagogo, Neuropsicopedagogo e Estudioso de Filosofia Oriental há 30 anos, defende a prática da meditação para uma saúde física e mental plenas. Busca divulgar seu trabalho na área da educação como uma importante ferramenta a educadores.

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